terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Marketing do Funk

Desde a sua chegada ao Brasil o funk aos poucos foi conquistando o seu espaço em diversas classes sociais, saindo da periferia e diminuindo a tensão entre as classes sociais. O modelo internacional, da década de 80, foi sendo modificado a partir da sua integração com a cultura brasileira. Este movimento cultural impulsionou o surgimento de diversas referências musicais originais e ícones brasileiros, como o percussor DJ Marlboro e a marca “Furacão 2000”. O mercado deste estilo musical se estendeu, abrangendo mais algumas centenas de milhares de pessoas, que este mesmo mercado identificou como possíveis consumidores.

O marketing utilizado no universo funk adota uma estratégia básica de divulgação artística em shows, que não se desdobram apenas nas comunidades, mas também nas zonas nobres da Cidade. Esta expansão necessitou de uma nova estrutura de marketing para que pudesse aproveitar ao máximo o seu público em potencial.

Como exemplo da complexidade deste universo, a marca Furacão 2000 movimenta toda uma estrutura econômica ativa, que tem como a base de sua estratégia os shows itinerantes em vários espaços na Cidade do Rio de Janeiro. Este movimento se torna possível devido a quantidade de artistas criados neste universo.

O marketing é empregado estrategicamente para costurar toda uma rede de empreendimento ao entorno do funk, fortalecendo a imagem de suas marcas. O baile é ponto de partida de sua estratégia, onde está a frente de trabalho com o público e consumidor. Na rede, encontramos o site oficial centralizando fotos, vídeos, link para o programa veiculado na TV, rádio (com programas específicos) e links para os blogs relacionados. Toda uma rede de divulgação.


Djs, MCs, Dançarinas, Mulheres Frutas, ícones do funk vinculam a sua imagem a produtos, agregando valor a este, fechando o ciclo de marketing para consumo dos seguidores do funk. A indústria cultural do funk movimento todo um mercado financeiro e muito bem amarrado.

A quem diga que o funk é uma cultural inútil, que não contribui de forma efetiva para uma inclusão social, mas que todos se tornam iguais no baile funk e que este movimenta todo um esquema econômico é indiscutível.

Alunos:
Leonardo Costa da Silva - 2008.120.147
Diego Hartt - 2008.110.384

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