quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O 'boom' do funk

Por Laryza N. Costa e Luiz Gustavo Moreira

Depois de ser considerado 'movimento cultural', o funk também pode receber o apelido de 'máquina de fazer dinheiro'. O estilo de música mais ouvido no Rio de Janeiro faz girar um mercado que atinge uma arrecadação de cerca de R$ 1 milhão por mês - somente na capital fluminense - com 10 mil empregados no setor, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Esse número é atingido principalmente com a produção de shows e bailes em favelas e a comercialização de CD's e DVD's. O marketing também tem grande importância nessa 'máquina'. MC's e DJ's aparecem constantemente no rádio e na TV e ajudam a popularizar o funk. Vide Rômulo Costa e seus inúmeros astros do gênero que gravam periodicamente um DVD para a Furacão 2000. O sucesso é instantâneo.

Do lado esquerdo, diversos funkeiros de sucesso que gravaram o DVD. Na direita, Priscila Nocetti, mulher de Romulo Costa, com o empresário
Chegar até essas estatísticas monstruosas era algo inimaginável nas décadas de 70 e 80, quando o funk americano - popularizado por nomes como James Brown, Chaka KhanAfrika Bambaataa e Grandmaster Flash - desembocou no Brasil. Depois  de um 'boom' na década de 90, com o surgimento de nomes que apostavam  em letras trabalhadas e, por vezes românticas, como Claudinho & Buchecha e MC Marcinho, o ritmo passou por uma marginalização nos anos 2000, quando a maioria das letras faziam apologia ao tráfico e as drogas. Atualmente, nomes como MC Naldo parecem retomar o estilo de outrora.

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