terça-feira, 22 de novembro de 2011

Indústria do Funk. Até dançando se fatura milhões


Indústria do Funk. Até dançando se fatura milhões
Segundo Aurélio Gimenez (do jornal O Dia), em uma notícia divulgada no site Funk de Raiz, no dia 28 de julho deste ano, o movimento funk (caracterizado como elemento cultural), movimenta cerca de R$ 12 milhões por mês no Rio de Janeiro, com equipes de som, bailes e shows, e contrata em torno de 10 mil profissionais em diversas áreas além de ter 3 milhões de pessoas como público cativo. O Sebrae ajudará o segmento a se formalizar e ter CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Esse faturamento aumentou, em número, se comparado a uma pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) que mostrou quanto era o ganho no estado a dois anos atrás. De acordo com os dados da Fundação, um Dj ganha R$ 2.100,38 por mês, um MC cobra um cachê-médio de R$ 411,18 para participar de um baile em uma comunidade e o cachê de R$ 4583,33 por um show realizado no exterior, R$ 6,75 é o valor médio do ingresso em bailes realizados em clubes e R$ 195,21 é o que ganha em média um camelô com a venda de produtos por bailes onde chega a ganhar por mês R$ 957,47.
Rômulo Costa, um dos principais ícones do funk é empresário e dono da equipe Furacão 2000 e vê na profissionalização e no empreendedorismo individual do segmento uma oportunidade de permitir cidadania aos envolvidos no movimento. Grande parte é de origem humilde, mora em comunidade e muitas vezes não tem como comprovar rendimentos obtidos com a participação em algum evento”, diz.
Mc Leonardo é um exemplo positivo e diz estar feliz com o entusiasmo de seus colegas de profissão e ainda afirma que os donos de equipes de som vão começar a conscientizar seus profissionais sobre a importância da formalização para que possam transmitir a idéia para os outros. “Todas as culturas do Brasil vivem na informalidade. Temos que tratar a cultura como negócio, com um olhar empreendedor. Se cumprirmos nossos deveres, poderemos cobrar nossos direitos e tirar o funk da marginalidade”, afirma ele.
Leonardo Pereira Motta (o MC Leonardo), presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk (ApaFunk), de 36 anos, afirma que o funk é mais do que um simples divertimento. “É um movimento cultural que precisa estar no topo e ser respeitado”, avalia. Segundo MC Leonardo, muitas pessoas que vivem do funk não tem nenhuma segurança financeira, social e nem de aposentadoria. “Muitos se acidentam e ficam em casa sem ganhar nada. Com a Previdência, isso muda”, anima-se.
Hermano Vianna é mestre em Antropologia Social pelo PPGAS - Museu Nacional, UFRJ e segundo ele "Todo esse mercado foi criado nas duas últimas décadas, sem ajuda da indústria cultural estabelecida". Não conheço outro exemplo tão claro de virada mercadológica na cultura pop contemporânea. O funk agora tem números claros, que mostram uma atividade econômica importante, que pode assim ser levado a sério pelo poder público."
Equipes de som, como a do Dj Malboro, promovem uma média de 878 bailes por mês no estado do Rio de Janeiro. As mulheres fruta e as demais atrações animam as festas cariocas e mantém a diversão da galera, como chamam os funkeiros. Tudo isso mostra que o funk virou “mania (R$)” nacional. 


Trabalho de Comunicação Comparada
feito por
Luciana Machado
Filipe Alves
Giselle Xavier

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