terça-feira, 22 de novembro de 2011

Adversidade do mundo funk

Baile Funk carioca



O mercado do funk está a todo vapor. Apesar de toda a sua relevância econômica, social e cultural, o funk continua a ser visto com muito preconceito pelas autoridades. No passado, não era bem vindo esse tipo de música nos aniversários, casamentos, festas... Agora não pode faltar o “batidão”, que é um ritmo dançante e sensual. Ocupou muito espaço nas páginas policiais, depois passou a ganhar destaque nos cadernos de lazer e cultura.

Uma pesquisa realizada no FGV (Instituto de Pesquisas da Fundação Getúlio Vargas) revela que o funk é uma atividade que movimenta milhões de reais por mês, um valor estimado de R$ 10, 607 milhões, total de R$127, 285 milhões por ano. Esse número inclui o arrecadado nas bilheterias dos bailes, os cachês das equipes, a venda de CDs e DVDs e os valores recebidos por MCs, DJs, equipes e até mesmo camelôs que trabalham em volta dos clubes.
 
Mc Smith e suas letras sobre o tráfico
 No mundo do funk existe os proibidões, que fazem apologia ao crime em um discurso de defesa aos traficantes do morro, guerra entre facções rivais e insultam a imagem da polícia. Os traficantes exaltam um certo “poder”: os chefes da boca de fumo exercem autoridade naquela comunidade.

As músicas mais famosas produzidas atualmente tomaram uma direção diferente do que a década anterior, com uma conotação mais sexual, letras de duplo sentido, dizendo explicitamente palavras de baixo calão. Nestas canções as dificuldades da população da favela são postas um pouco à parte e toma vigor a visão do baile funk como reunião social para paquera, namoro e flerte.
 
 
 
 
Nos anos noventa as letras do funk carioca falavam das dificuldades que os moradores de favelas do Rio de Janeiro passavam, como a discriminação racial e social vista em todos os lugares, praças, shopping, praias, cinemas, teatro, estádio de futebol, outros.

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