sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Indústria Cultural e a Internet como MCMs


A Indústria Cultural e a Internet como MCMs


 A Internet é com certeza uma das ferramentas de massa  que mais inspiram o leitor com impacto devastador. Modificando inclusive toda uma cultura, tornou-se o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV, sendo que 87% do internauta utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços, revolucionando o mundo dos computadores e das comunicações como nenhuma outra invenção foi capaz de fazer antes. A internet representa um dos mais bem sucedido exemplos dos benefícios da manutenção do investimento e do compromisso com a pesquisa e o desenvolvimento da sociedade. Um terço de todas as transações entre varejo e consumidores e feita pela internet, O Capitalismo cultural ou indústria cultural está dentro das Segundo a FGV, são 60 milhões de computadores em uso, devendo chegar a 100 milhões em 2012, e 95% das empresa brasileiras possuem computadores.
O ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso e a classe C continua aumentando o número de usuários.
Este recurso da informática possibilita auxiliar no processo de transformação da realidade educacional, alcançar informações de diversos pontos do país e do mundo em tempo real, o que seria inviável em termos de tempo e de recursos financeiros.
Segundo o instituto Ibope Nielsen Online, de outubro de 2009 a outubro de 201, o número de usuários ativos (que acessam a Internet regularmente) cresceu 13,2%, atingindo 41,7 milhões de pessoas. Somando às pessoas que possuem acesso no trabalho, o número salta para 51,8 milhões, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente.
Na publicidade on-line a internet se tornou o terceiro veiculo de maior alcance no Brasil, atrás apenas do rádio e TV, com um crescimento no comércio eletrônico e um faturamento crescente.
A Internet é um fenômeno recente no processo de comunicação entre as pessoas e sua crescente importância na história da humanidade justifica um estudo mais detalhado das influências que exerce sobre as pessoas para ampliar a compreensão do desenvolvimento humano.
Considerando a Internet como expressão da indústria cultural e enfatizando a relação indivíduo e tecnologia, são analisados os conteúdos das conversas nas salas de bate-papo, utilizando-se os conceitos de estandardização, pseudo-individuação e glamour elaborados por Adorno e Simpson e as considerações de Mcluhan dos meios de comunicação como extensões humanas.
O trabalho evidencia que as padronizações estruturais do meio, aliadas à velocidade e à diversidade, impedem a expressão do indivíduo, o qual só obtém sucesso como mercadoria cultural.
A Internet está, cada vez mais, transformando pseudo-indivíduos em mercadorias culturais e não proporcionando a autonomia e a auto-reflexão crítica necessárias para o combate contra a barbárie.
Adorno, quando analisa a tecnologia, entre vários aspectos, enfatiza o duplo significado da formação cultural quando se reporta à televisão; o duplo caráter da cultura que tanto remete à sociedade quanto intermédia esta e a semiformação; a ausência da busca do lucro em partes da indústria cultural, a qual só tem sentido quando pensada como geradora de capital; a apropriação pela massa da produção individual de maneira que cada indivíduo manifeste comportamentos comuns como se fossem criativos e o impedimento da individualidade pela própria indústria cultural que dela usa como matéria prima para transformar indivíduos em massa.
A facilidade e a velocidade servem mais ao capitalismo que de tudo se apropria, que despeja diariamente a publicidade nos correios eletrônicos e amplia as ofertas e as vendas através da rede.



Adorno, certamente, destacaria o duplo papel da rede servindo à formação e à deformação individual. No estágio atual, porém, a rede me pareceu pouco propícia para servir à formação.
A estandardização é uma barreira intransponível. As variações oferecidas pela indústria cultural vão além das aparências. Unix, Linux, OS2, Macintosh são sistemas operacionais, que tal como o popular Windows, escondem uma estrutura que foge ao domínio do usuário comum, o qual estabelece contato apenas com a interface de janelas e ícones. Não importa, portanto, qual o sistema que virá a ter o domínio do mercado, a estandardização predominará.
Nas relações comerciais, as vendas estão se dando no contato do comprador-empresa, no qual o nome do atendente não mais aparece, diferente do que ocorria nas compras em lojas ou por telefone. Nunca a empresa foi tão bem representada por uma máquina como agora, quando se eliminou a figura do vendedor. Mais do que transformar todos em pseudo-indivíduos, a indústria atingiu o estágio da eliminação total das pessoas, eliminando-as das relações, outrora, humanas: vende-se sem sequer ter uma pessoa vendendo tal como já vem acontecendo nos terminais eletrônicos com os pagamentos de contas, depósitos, transferências de numerários, sem recebimento e conferência do dinheiro pelo caixa do banco. No bate-papo também já se atingiu o estágio de falar com o computador. Como prêmio de consolação, deixou-se os usuários brincarem de ser várias pessoas no bate-papo o que é exatamente ser ninguém. Diante do quadro exposto, no qual cada vez mais o indivíduo é menos ou nada, fica fácil entender o mundo do glamour que vai ampliando seu império no cotidiano.
A massa - ideologia da indústria cultural - é levada pelo engodo de palavras que sugerem  a liberdade tais como navegar, surfar, internauta, ciberespaço, quando a liberdade possível, se é que pode ser chamada assim, é somente aquela que atende ao capital e à reificação, estando longe de proporcionar a autonomia e a auto-reflexão crítica necessárias ao confronto e à resistência á barbárie.


Por : Eduardo Amorim /  Julio Carvalho / Leonardo Cantalice   
               


2 comentários:

  1. O conceito de indústria cultural está presente em diversos veículos de "cultura de massa" que são televisão,internet,rádio, jornais, revistas e qualquer fonte de informação.Por serem utilizadas pela a elite com o intuito de manipular a informação. A industria cultural e a comunicação de massa não podem ser tratadas como coisas distintas, pois, ambas são capazes de atingir um grande número de indivíduos, de transmitir um conhecimento ou de alienar.

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  2. Os principais meios de comunicação como internet,rádio e televisão trabalham com a lógica da indústria cultural,afinal tudo está interligado.

    Bruna Fernandes
    2008230032

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